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TEORIA CONCEITUAL DE:
RICHKILLER - JOVENS CLASSIFICADOS - 2003

paulo rogério luciano


INTRODUÇÃO (sobre a obra de Paulo Rogério Luciano):

Cada artista tem um modo de ver o universo que o circunda - universo de imagens e não-imagens, de acontecimentos e não-acontecimentos. Os trabalhos que produz podem gerar avaliações controversas à sua intensão plástica inicial, e por vezes podem também transmitir exatamente o que pretendia. São possibilidades que fazem parte de escolhas para o artista. Seus interesses, seus intuitos, de provocar inércia ou repulsa, provocar inerência a outros pensamentos ou catarse.

Em algumas dessas possibilidades plásticas o artista não parte necessariamente de regras, mas pode se vincular perigosamente a caminhos que se tornarão muito rígidos para uma produção livre, correndo sérios riscos de estar engessados por idéias, por conceitos iniciais, em sua produção. Por vezes pode se vincular a caminhos que o ajudarão a trilhar sua trajetória poética com desafios constantes, porém não tão rígidos.

O que é certo? O que é errado? Como deve acontecer a interação entre público e arte nessa interface plástico-filosófica? Como deve ser a resposta do próprio artista aos impulsos de novas possibilidades plásticas? Essa interação deve mesmo acontecer? A obra de arte é uma interface de trocas visuais, táteis, psicológicas, interferentes?

Segundo Gilbertto Prado (doutor em xxxxx pela xxxxxxx; ler mais sobre o artista em??????) indagado sobre a interatividade (especificamente na webart, e aqui transpondo sua resposta para a arte como um agente de interação, uma interface possibilitadora de acontecimentos) "em arte não existe obrigatoriedades. O que existe na verdade são artistas que exploram as especificidades do meio e dessa forma PODEM constituir uma nova poética. O que existe também é a necessidade de um conhecimento da mídia para uma exploração conseqüente, pensada e criativa. O importante é ter a consciência da sua ação para produzir um trabalho que possa estender os limites do usual com uma carga de transformação e ruptura criativa."
Assim como as evoluções plásticas na produção do artista dentro de suas escolhas e acumulação de conhecimentos que geram o acontecer artístico, a própria trajetória e opções de formas e modelos em se trabalhar a arte é permeada de informações a serem decifradas.

Diante dessas variáveis, de estratégias geradas pelo impulso e a vontade de conhecer novos "medias" a cada dia, novas possibilidades, e de dar ao sentido da arte a infinitude da experimentação é que desenvolvi meu caminho pela arte, minha visão plástica de um universo interfacial, proporcionador de não-regras, e sim obstáculos a serem transpostos a cada idéia repente e fixa em minha mente, meu pensar.



[CONSTANTE TRANSIÇÃO]

[RICHIKILLER: JOVENS CLASSIFICADOS]


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